quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Sem reclamações

Fingindo que é 31.12.2020. Cinco meses de atraso.

Tava aqui fazendo umas contrarrazões, mas tava chato e resolvi procrastinar por aqui.

Meu ano de 2020, ao contrário do que pode parecer - e do que podia esperar - , foi um ano muito bom para mim.

Comecei num novo emprego - antigo, na verdade -, trabalho muito bem com minha chefe, ela gosta do meu trabalho, gosta de mim, e principalmente, HOME OFFICE!

O home office mudou minha vida! Nunca mais tive que passar 2h ida e 2h volta no transporte público!

Eu vivia cansada, sem disposição, trabalhava horas e horas (quase 12h por dia no escritório) e ainda tinha que pegar busão. Só quem vive essa rotina sabe que não é fácil.

Agora faço as coisas no meu tempo, trabalho bastante, até de madrugada se precisar, mas é muito mais leve. 

E toda essa mudança me fez ficar mais tranquila novamente, sem ansiedade. Sério! Mudou minha vida!

Fora isso, estou em casa desde março/2020 (só fui trabalhar pessoalmente durante uma semana), sem sair para lugar algum (sério!). E por incrível que pareça, isso não me incomoda hahaha  

Obviamente, quero que as coisas melhorem logo, mas confesso que dois pensamentos passam pela minha cabeça frequentemente: o medo dessa vida nova pós-pandemia e o fato de o tempo estar passando enquanto estou aqui trancada em casa.

É levemente angustiante, mas estou sabendo lidar bem com isso. 

Resolvi me cuidar mais (vários skincares), mas no início da pandemia fiz a burrada de comer muito bolo e pão hahaha Surgiu uma barriguinha que vai ter que sumir na academia!

Graças a deus minha mãe também está bem e logo vai tomar vacina!

Esse ano voltei a fazer amiguinhos virtuais hahaha Ainda sinto um pouco de saudade do antigo job, mas apenas com relação às pessoas, já que no home office você não cria os mesmos laços que pessoalmente.

E é isso! Zero novidades. Sem muita poesia. Mas juro que tá muito bom assim!


Saudades praia! :(



terça-feira, 31 de dezembro de 2019

Sentir

Dessa vez estou atrasada 3 meses... Cada vez menos comprometida com a pontualidade de uma postagem no último dia do ano, mas ainda fiel à "obrigação" de postar alguma coisa aqui.

A minha primeira lembrança da vida (e eu realmente lembro disso) é o dia que minha mãe me levou no médico para furar minha orelha e poder usar brinquinho. Eu tinha meses e lembro vagamente da recepção do consultório (que tinha uma coluna no meio) e da dor que senti ainda bebê.

Depois de mais crescida, ainda quando eu tinha uns 3 anos, lembro do Fabrício e eu brincando na sala do apartamento dele e nos escondendo em um armário apertado.

Lembro que com 6 anos eu brincava com uma amiguinha na escolinha de sermos fadinhas.

E me recordo das tardes mais gostosas e felizes jogando futebol na rua com minhas outras 3 amiguinhas. Tinha 9 anos.

Lembro que aos 12 anos eu não me reconheci no espelho. Lembro que aos 13 eu comecei a amar Guns n' Roses. E aos 14 tudo o que eu queria era ganhar um computador.

Aos 15 me apaixonei. Aos 17 terminei um ciclo. Aos 20 arrumei meu primeiro emprego. Aos 22 comecei a faculdade. Aos 24 aprendi o que era amor. Aos 25 senti a dor da perda. Aos 26 sofri como nunca. Aos 27 terminei outro ciclo. Aos 29 eu senti.

Eu descobri que não tenho mais controle algum sobre minhas emoções. Acho que meu corpo rejeita sentimentos e emoções e por isso eu choro. Incontáveis as vezes que chorei esse ano, sem nem haver razão para isso. Eu não consigo mais controlar nada.

A ansiedade tomou conta de mim e eu não consigo mais me reconhecer. Não tenho confiança. Tenho medo.

Hoje olho para um espelho humano e reconheço nela aquela menina que um dia nada sentia, que um dia foi segura, que um dia teve tudo sob controle.

Aquela menina sofria por não sentir. E não sofria por não ser atingida pelo sentir.

Hoje o problema é sentir demais. É sentir por inteiro. É sentir pelos outros.

Existe um meio termo?

Se permitir finalmente sentir (sem qualquer restrição) é um sinal de um amadurecimento qualquer? Ou é um claro exemplo de que algo não está tão certo?

Tenho me visto envolvida emocionalmente com questões alheias a mim. O problema do outro vira meu problema. E eu me vejo na obrigação de ajudar, curar, vingar, lutar. Qual o sentido disso?

Preciso sentir menos.

Extinto de sobrevivência me fez escolher fugir. E acabei voltando pra "casa". Será que eu vou conseguir encontrar aquela menina que se perdeu no tempo?

Especificamente sobre essa semana, a dor da ruptura tem sido muito grande. Como deixar uma história para traz? Como quebrar um laço? Como deixar de sentir? Sentir o que não pode. Sentir o que não deve. Preciso fugir.

Você é minha força e eu sou a sua. Isso existe mesmo? Se existir, acho que a minha força também se perdeu no vento.

Agora é recomeço. Mas, de novo??


[Malandragem - Cássia Eller]

Quem sabe eu ainda sou uma garotinha
Esperando o ônibus da escola sozinha
Cansada com minhas meias três quartos
Rezando baixo pelos cantos
Por ser uma menina má
Quem sabe o príncipe virou um chato
Que vive dando no meu saco
Quem sabe a vida é não sonhar
Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade
Eu sou poeta e não aprendi a amar
Eu sou poeta e não aprendi a amar






segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

2018

Seria mais fácil se tudo isso estivesse guardado num caderno, né?

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Posso dizer que esse ano trabalhei com metas escritas, o que, por alguma razão, funcionou muito bem para mim. Num bloco de papel anotei tudo o que eu queria para esse ano, cujas metas, obviamente, eram alcançáveis e dependiam, unicamente, do meu esforço.

Terminei 2017 e comecei 2018 em situação de estresse. Definitivamente, fatos do passado cumulados com o momento de iniciar minha vida profissional como advogada começaram a me deixar maluca. Fora de controle.

Eu que sempre fui tão controladora, via tudo fugir das minhas mãos.

O início de carreira é muito, muito difícil! Você sabe do seu potencial, mas ao mesmo tempo tem ideia do quanto o caminho é longo, e do quanto, na realidade, não sabe de porra nenhuma.

Uma das minhas metas era mudar de escritório. O primeiro escritório como advogada foi péssimo e descobri que trabalhar com massa é emburrecedor. Mas consegui, logo no começo do ano, ir para outro escritório. Achei que seria ótimo, mas descobri que também aquele não era o lugar.

Mas nesse segundo escritório aprendi a importante arte de resolver problemas, o que me levou a ser mais desinibida e proativa. Também aprendi a lidar com chefia ruim, e como a não tentar bater de frente com quem está acima de você. Engolir sapo faz parte.

Por outro lado, eu nunca trabalhei tanto na vida! Eram finais de semana e feriados em casa trabalhando. Trabalhar 12 horas era normal. Eu estava entrando em colapso!

Depois de um tempo, consegui mudar para o escritório atual. Um bom escritório, do jeito que eu queria - pequeno, equipe boa, tranquilo, e com uma sala quase que só para mim :).

O grande problema agora é saber que o trabalho é bem mais complexo e, por consequência, a responsabilidade também aumenta. E daí eu caio novamente no ponto de se ter potencial, mas ainda ser iniciante. Isso me irrita profundamente.

Eu só acho cada vez mais que estou fora de controle e que preciso aprender a lidar com isso que as pessoas chamam de "ansiedade".

E tudo isso leva a outras metas. Finalmente consegui organizar a minha vida financeira, que há muito tempo estava na merda! Veja só que feito importante!

E também comecei a fazer academia hahah! O que já acabou com meu joelho, diga-se de passagem. Mas ainda não virei fitness, não!

E agora eu assisto futebol hahaha! Cartola s2

Esse ano também tive a oportunidade de conhecer algumas pessoas legais, fazer novos amigos e reatar velhas amizades.

Por outro lado, minhas amigas mais próximas estão agora mais distantes - uma vivendo o sonho na Irlanda e a outra em busca do sonho por aqui mesmo, escrevendo alguns livros.

Quanto a mim, não tenho buscado sonho algum. Na verdade, acho que tenho me tornado uma pessoa mais realista (o que é terrível)! Meus sonhos agora precisam de mais praticidade (?). Para uma parte dos meus sonhos, preciso de grana, e para a outra parte, de dedicação.

Acho engraçado quando penso que um dia meu sonho foi ser médica ou viver em Los Angeles, ou aprender a tocar guitarra. Tudo isso acabou.

Fato é que esse ano eu não tive tempo para nada! Fato é que preciso cuidar melhor de mim...

Mas ainda continuo cuidando mais dos outros. E esse ano foi aquele que eu sabia que estava chegando, mas fingia que não. Meu cachorrinho ficou velhinho demais e não ficou por aqui para sempre, do jeito que eu queria. Te amo, te amo.

Sei lá... a vida tá precisando de brilho de novo... e eu não sei como vou conseguir isso.

Mas, ao menos, o ano de 2019 começou bem! Só vendo o mar, o tempo passar e absolutamente nada na cabeça!

Talvez as coisas mais simples nos tragam mais felicidade? Será que sempre fui errada em querer o mundo?


"Eu quero uma casa no campo/ Onde eu possa ficar no tamanho da paz/ E tenha somente a certeza/ Dos limites do corpo e nada mais"


Não sei bem o que eu quero, como conseguir, qual caminho seguir. Acho que essas são dúvidas comuns a todos nós, óbvio! Mas eu sinto que me perdi em algum momento.

E eu não consigo mais me reconhecer.

{Ouvindo: Elis Regina - Elis 1977}


domingo, 31 de dezembro de 2017

O Tempo

Esse ano passou tão rápido! Tão diferente daquele ano passado que parecia não acabar nunca. Passou tão depressa que dá a impressão de que está faltando alguma coisa, de que está incompleto.
O acontecimento mais marcante posso dizer que foi a conclusão do meu curso de Direito. Longos 5 anos que, na realidade, até que passaram depressa. Lembro de que o momento da colação de grau foi de uma alegria tão imensa! Eu só sabia sorrir, pular e comemorar! Parecia inacreditável que, finalmente, aquilo estava acontecendo! Todo o esforço estava ali nas minhas mãos, na forma de um diploma! Saber o quanto minha mãe ficou feliz e desejar que meu pai e minha vó estivessem lá para me ver, também foram pensamentos que tive enquanto estava sentada ouvindo discursos e mais discursos sobre o futuro.
A faculdade acabou! O TCC acabou - as últimas alterações sendo feitas de última hora no escritório, com a ajuda do pessoal! E a corrida na noite chuvosa até o Mackenzie para a impressão e entrega do trabalho. O nervoso da apresentação e o excelente da banca!
E o antigo escritório também acabou!Que terrível saber que não mais seria efetivada. Tudo o que eu pensava era  na confiança que depositei nas palavras que me deram. Sim, sem qualquer garantia, apenas confiei. E da quebra dessa confiança cega aprendi a não mais confiar em empregadores hahahaahha! Eles vão tirar seu sangue, e você será descartado, mais cedo ou mais tarde! E isso foi fundamental para mudar a minha forma de trabalhar e de me comportar no novo emprego. Sou comprometida com o trabalho mas não sou otária! Sei que, por mais que eu faça, o descarte pode chegar a qualquer momento! 
O novo emprego chegou bem rápido! Cerca de 4 dias após saber que não ficaria no escritório. 
Aceitei sem pestanejar. E foi a decisão mais correta naquele momento! Só queria ir embora de lá o mais rápido possível! E agradeço muito por ter conseguido esse emprego.
Contudo, no entanto, todavia... Está muito muito muito longe de qualquer coisa que eu tenha sonhado na minha profissão.
Ser advogada em escritório massificado é uma grande merda! FIM. Sou agradecida (óbvio) pela oportunidade, mas, só quero me livrar disso! Não me sinto realizada, não sinto que esteja agregando muita coisa e tenho certeza de que não é isso que quero para mim! Atualmente, busco freneticamente outro emprego! E vou conseguir!
Quanto a essa questão de não realização profissional, o que deixa a coisa menos desesperadora é saber que minhas amigas também estão no mesmo barco. Começo difícil para todas nós.
Sinto muita falta do Mackenzie. Sinto muita falta delas também.
Difícil me acostumar com essa rotina sem faculdade. A impressão é de que tenho cada vez menos tempo, ainda que não tenha mais a faculdade. Mas acho que talvez seja falha no gerenciamento do tempo. Ou seja, mais uma meta pro ano novo!
Também comecei a pós! E já acabei o primeiro semestre! Ansiosa para acabar logo! 
E o que dizer do mísero um pontinho da prova de escrevente? Cacete!
Amorecos e desamorecos. O Ayrton Senna não é tão Senna assim hahahaha! (parece música do Chico Buarque)
Ah, e acho que nunca tomei tanta vitamina na vida hahaha! Comecei a cuidar melhor da minha saúde, me alimentar melhor... Só não cheguei na parte dos exercícios ainda ahhaha
Também teve o casamento da Gabi! Estranho... Amigas casando e eu só quero a próxima temporada de Stranger Things!
Não foi um ano ruim...Até que foi bom! Foi um ano tranquilo.
Fato é que sinto um vazio grande. Uma vontade de preencher o tempo com alguma coisa... tá incompleto, sabe? Assim como esse ano parece terminar. Falta um pedaço!
E também as vezes sinto que fiquei e ainda estou fragilizada... 2016 deixou marcas profundas e efeitos que ainda me atingem. E também acho que comecei a desenvolver uma espécie de ansiedade ou algo do tipo. Não sei... alguma coisa ainda tá errada.
Engraçado... esse ano parece que apenas me deixei conduzir num barquinho que rumava para frente, com destino certo e caminho sem muitas ondas e tempestades.  Sem muitas escolhas. Apenas seguir em frente.
Esse blog é como um segredo, um lugar praticamente só meu e onde posso escrever o que eu quiser! Um mundo só meu.
Leio e releio os textos quando sinto que preciso. E é de certa forma engraçado e reconfortante. Ah, e posso fazer dele o que bem entender...
[Então... Tenha força e coragem. Você controla sua própria vida. Mexa-se e corra atrás! Nada acontece tão rápido e nem sempre como a gente quer. Se não está satisfeito, mude! Acredite sempre! Sei que é clichê, mas serve para mim e para você! Minha positividade sempre foi difícil de engolir, eu sei... Mas é a única coisa que posso deixar aqui.]
Acho que esse texto é sobre tempo e espera. A velocidade do tempo, a cura que ele traz, a espera pelas mudanças, a espera...


  



sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Stronger

O ano de 2016 ficou marcado como o ano mais bosta da minha vida e da vida de todo o mundo. Esse foi do mal! Esse foi do cu! Puta que pariu! Xô 2016! Já foi tarde!
Minha chefe disse que anos difíceis servem para ficarmos mais fortes. E eu concordo que realmente fiquei mais forte depois de tudo que vivi esse ano!
É um pouco difícil escrever esse texto de final de ano aqui no blog, porque é muito tenso reviver e relembrar o que a gente quer esquecer. Mas é um desabafo válido! A sensação é de deixar aqui tudo o que foi ruim para poder colocar um ponto final!

A pior coisa que tive que lidar esse ano foi com a doença do meu pai. Ninguém nunca vai ter ideia pelo que eu, minha mãe e meu pai passamos nesse ano. E a única coisa que eu sei é que eu não desejo isso para ninguém! Ver alguém tão próximo sofrendo tanto é algo devastador. Mas a real é que todos nós sofremos juntos. Aos poucos vi meu pai virando uma outra pessoa. Mas os momentos finais foram os mais tristes... Ele já não conseguia mais falar, mais andar, mais me reconhecer... Era como se ele fosse um bebê de novo. Era como se eu tivesse virado mãe dele. Era como se nós três tivéssemos perdido temporariamente nossas vidas. Éramos três pessoas diferentes, vivendo a mesma situação de três formas MUITO distintas, mas enfrentando medos muito parecidos.
E eu aprendi tanta coisa nesses últimos meses... 
Minha relação com meu pai ficou mais forte. Assumi, defendi e cuidei. Fiz tudo o que foi possível! Fui mais filha, fui como mãe, enfermeira, cuidadora e defendi ele de tudo e todos! 
Fato é que todo mundo tem seu telhado de vidro e ninguém tem moralzinha para apontar o dedo e julgar. E erramos e aprendemos como assim devemos.
Meu pai faleceu em setembro desse ano.  

No meio dessa situação também aconteceu mais uma coisa ruim. 2016 o ano das separações? Quem não terminou relacionamentos em 2016 não viveu 2016! Fátima e Bonner? Angelina e Brad? 
Esse também não é dos assuntos mais agradáveis para escrever aqui. 
Era como um casamento também! 11 anos de casamento. E era por isso que nosso relacionamento era mais complicado que os outros. Fora da estatística. Fora do padrão.
Não era novidade que eu tava apaixonada e blá blá blá. Mas era como continuar amando alguém depois de 11 anos. Não é que eu tenha me apaixonado por ele desde 2005, mas sim como se depois de 11 anos eu ainda estivesse "adolescentemente hahah" apaixonada. É difícil explicar. Como eu disse, era fora do padrão.
E minha teoria era que essa sempre foi a razão por ser tão diferente o pessoal do virtual. O virtual e a distância foram desgastados por uma década. E a vida real ainda era novidade e coelhinhos.   
Mas também tem um problema... a realidade é cruel. O que no virtual você esconde, a realidade te joga na cara! E te esbofeteia até você acordar! Mas sacomé? É difícil sair daquele mundo de coelhos, lantejoulas e amores eternos. Tomar a pílula da realidade é uma decisão muito corajosa.
Meu tapa na cara aconteceu uma semana antes. 
Sempre foi muito difícil para mim pedir ajuda e favores. Não importa para quem. Eu gosto de ser independente e autossuficiente. 
Mas aí é que tá. Live together, die alone. Dependemos um dos outros. 

Ouvir de quem você ama que seus problemas viraram problemas para ele. Ouvir que ele queria dar um tempo. Ouvir que era como se fosse impossível terminar, num tom pejorativo.  
Em resumo, ouvir um claro "eu não me importo mais com você"! Foi o tapa que me fez acordar! 
Quem ama MESMO vai estar ao seu lado nos bons momentos mas, PRINCIPALMENTE, nos momentos ruins. Na saúde e na doença. Na alegria e na tristeza. E isso é a mais pura verdade!
Amar é ser companheiro. E amizade também é isso! Até porque, antes do amor, nós sempre fomos amigos. 
No dia final, eu ouvi dele as palavras mais sinceras que ele poderia ter dito: "eu não tenho obrigação". E é verdade! Ele não tinha! Mas se amor não é se comprometer e fazer por quem se ama o possível e o impossível, de coração e sem esperar algo em troca, então eu não sei o que é amor. 
Ter um pai doente e viver essa situação é mais do que motivo para ter o apoio de quem te ama. Negar sem justificativa não é opção. Isso é falta de amor.
E reconheço que ele esteve ao meu lado em alguns momentos ruins. Mas como eu disse, deve ser algo de coração e não uma obrigação.
Além disso, é como se você pensasse: "ele me bateu hoje, mas vou perdoar porque ele sempre foi tão bonzinho...". As coisas boas que se fez um dia não apagam as ruins de hoje. Deve se amar todos os dias e não de vez em quando ou quando for conveniente.
Mas aprendi a ter amor próprio, a ter confiança e principalmente, aprendi que não preciso de ninguém que me carregue! Felicidade é saber viver sozinho também! Andar com as próprias pernas!
A gente não pôde se despedir e o término foi pesado. Mas naquele penúltimo dia, no carro, quando eu estava sentada no colo dele e vendo ele chorar enquanto as luzes dos faróis iluminavam o seu rosto, aquela foi nossa despedida. E eu prometi aquele dia, abraçada a ele, que tudo ficaria bem. E eu sei que ficamos bem! Sobrevivemos! 

De qualquer forma, esse é o último texto que escrevo sobre você aqui! E por tudo o que passamos juntos, espero que você seja muito feliz! Saiba que amei muito você! Não tenha dúvidas! Eu sei que no fundo você sabe disso! Que não me arrependo de todas as vezes que contrariei o destino e insisti e lutei por nós. Mas tenho consciência de que esse não é mais nosso momento... Já não era mais... Mas saiba que é devastador ver alguém tão importante ser arrancado da sua vida. E saiba que é uma pena perder um grande amigo!
E como eu previ, você se tornou uma lembrança. 
Hoje já não é tão difícil como foi um dia. O rosto já está um pouco embaçado, e eu quase não lembro da voz. Mas ainda lembro do cheiro e isso é cruel quando sinto em algum lugar. E às vezes acordo assustada com alguns sonhos e ainda travo discussões e conversas imaginárias. Mas o tempo passa. E cura definitivamente.  

Mas agora vamo falar de coisa boa, menine! Como disse meu amigo, depois da tempestade vem a calmaria.

PASSEI NA OAB DE PRIMEIRA PORRAAAA! CHUPAAA FGV!
A sensação de passar na OAB junto com minhas amigas foi indescritível! É uma felicidade que não cabe no coração! No meio de todos aqueles problemas, consegui estudar e me dedicar e passar com uma nota muito boa! E isso é a prova de que quando queremos muito uma coisa e lutamos por ela, não existem barreiras que possam te impedir de chegar lá! Queria que minha vó tivesse visto! Essa é pra você!
E finalmente cheguei no último semestre da faculdade! Tá acabandooo! Quase advogada! Adeus vida de estagggg! 
E até consegui uma "promoção"no trampo! Agora sou coordenadora e mando em vários estags ahhahaha E tenho minha vaga garantida lá como advogada! Fiquei muito feliz com a notícia e muito tranquila em saber que não vou precisar correr loucamente atrás de emprego depois que me formar!

E eu pude ver com esses meus olhinhos castanhos o show mais foda do mundooo! Vai Gunssss! Ver o meu AXL gostoso, Slash e Duff juntos novamente não tem preço! Cantei, pulei, chorei compulsivamente em Estranged e fui zoada pela Lu e foi lindooo! Foi de lavar a alma! 
E para finalizar, pude ver de perto a mulher mais foda do universo!!! Shirley Manson!! Ouvir Stupid Girl, morrer de cantar Push It e me arrepiar com The Trick is to Keep Breathing! Um sonho realizado! Todos os sonhos realizados! Shishi é muito incrível! E muito obrigada ao Kuchi por ter me acompanhado! Parceiro oficial de shows fodas!
Foi como um presente, sabe? Todas essas coisas! Parece que foram feitas especialmente para mim e por mim! E eu só tenho a agradecer a Deus! Muito muito obrigada! 

Eu só sei que termino esse ano dando muito valor a minha vida como ela é! Exatamente assim. Não tenho coragem de reclamar! Mas, ao mesmo tempo, sei que tenho muito mais força para conseguir conquistar novas coisas! Estou mais forte! E essa força vai me ajudar a melhorar e viver uma vida cada vez mais foda! 
Esse ano sinto que fechei um ciclo. Foi o fim de muita coisa! E como eu já disse, eu só tenho a agradecer! Não só a Deus mas a cada um que passou pela minha vida. Todos foram importantes! Hoje eu sei que cada um teve seu papel.
Eu eu sei que 2017 será um ano de muita coisa nova! Mudanças! E novas conquistas! E eu mal posso esperar! 


  

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Shadows

Meu ano de 2015 foi uma oscilação incrível de luzes e sombras. Se numa semana minha vida parecia perfeita, de repente o jogo virava tragicamente. E tudo o que eu mais quero é que isso termine.

Ano passado sequer consegui escrever um texto decente para resumir meu ano de 2014, mas de certa forma o "amorzinho" resumiu, ao menos, o último dia do ano. Não tive tempo para escrever pois passei algumas horas no tal do "Réveillon da Paulista" e cheguei tarde demais para elaborar um bom texto.

E o "coragem" de 2013 indicou o que eu teria em 2014. E foi assim. Tomei coragem para fazer da minha vida algo que já deveria ter feito, e, em 2014, consegui deixar ela mais colorida, mais com "cara de vida".

E aí chegou 2015 e parecia o fim do mundo.

Minha vó morreu, várias questões sobre meu pai, sobre a minha mãe e coisinhas pequenas, mas que sempre aconteciam para tumultuar o que já estava horrível.

Mas, no meio disso tudo, nada parecia me atingir de verdade, porque de certa forma eu tinha alguém ao meu lado para me distrair desse inferno. De certa forma, ele foi a minha luz, foi o melhor que me aconteceu nesse ano.

E no final, a luz virou sombra também.

Sempre foi muito difícil para mim deixar os sentimentos fluírem soltos. Acredito que por medo de perder o controle e do sofrimento que isso poderia me causar.

Mas eu senti que precisava fazer isso. E deixei. E como eu já previa, me dei muito mal! :)

Qualquer ação que venha de uma pessoa que você realmente ama, dói muito mais do que algo que venha de um amigo, de um estranho. Isso todo mundo sabe.

Mas é ainda pior quando você não espera certas atitudes. Se alguém diz que ama você e que tem medo de te perder você acredita, certo? Mas não deveria acreditar.

Quem ama de VERDADE não joga fora um amor que está dando certo. E mesmo que existam algumas falhas, o medo de perder o amor é tão maior que tudo que você é capaz de passar horas pensando em como remendar essas falhas, mas jamais pensa em desistir, em jogar tudo para o alto. Nessas horas não existe impulso e não existe orgulho. E se existem, o amor e o medo da perda sempre falam mais alto e você logo tenta arrumar o que fez de errado. Isso é amor. Isso é lutar por algo que você realmente quer.

Li uma frase esses dias que sintetizou o que eu senti e sinto desde aquele fatídico dia em que eu estava no show do Morrissey: "Ele falou da boca para fora, ela sentiu do coração para dentro."

Eu jamais teria feito qualquer coisa próxima do que ele fez. Foi um golpe fatal. Eu sempre vi aquele relacionamento de forma leve. Curti cada momento que eu vivi. Mas isso realmente muda conforme a maneira que você escolhe encarar as coisas.

Fui adepta do "copo metade cheio". Ele sempre foi adepto do "copo metade vazio". Nada era suficiente. Nada era bom.

Lembro que ele falava sobre "as muitas brigas que tivemos". Eu consigo me lembrar no máximo de três. Sabe por quê? Porque os momentos bons, porque o amor, e toda aquela droga era muito mais importante, sobressaía muito mais do que os poucos momentos ruins que tivemos. Mas, para ele, o ruim sempre foi o mais importante. E ele não pensou duas vezes quando mandou aquela merda de sms.

E aquela merda de sms teve consequências que eu já imaginaria que teriam. Mas será que ele nunca imaginou quais seriam as consequências?

Fico pensando, e se eu nunca tivesse mandado aquele email para ele?

Eu mandei um email assumindo toda a culpa. Culpa do que? Não sei. Aparentemente, mulheres sempre acham que a culpa pelo término de um relacionamento são delas.

Eu não tive culpa. Tenho certeza que todo o amor e todas as coisas boas que eu tinha eu dei para ele. Fui amorosa e carinhosa. Errei em algumas coisas, mas nada que justificasse a atitude dele.

Mudar por amor a alguém é ótimo. Difícil mas recompensador. Mas quando essa pessoa começa a exigir mudanças constantes, você tem que parar. Cheguei a perder a minha personalidade. Me tornei passiva e até um pouco submissa. Tudo porque achei que tinha que agradá-lo. Porque queria ele ao meu lado. Mudar um pouco é necessário, mas a outra pessoa tem que aprender a amar o que você é, com todos os seus defeitos.

Ele dizia que eu seria a felicidade dele. Que tudo o que ele precisava para ser feliz era eu. Blá blá blá.

Acreditei muito nas palavras dele. Mas ele deixou faltar atitudes. Até o último segundo.

Eu vejo coisas que não conseguia ver porque estava cega. E é normal. Quem não fica cego quando está apaixonado?

Nunca tive pressa de nada durante esse ano e alguns meses. Sempre tive a impressão que teríamos todo o tempo do mundo. Porque o para sempre não tem fim. Mas o pra sempre, sempre acaba.

Mas não importa mais. Quer saber? Tudo foi MUITO bom!

Cada segundo até o dia 17 de novembro valeram MUITO a pena!

E voltando ao começo do texto, todo mundo tem um lado luz e um lado sombra.

O lado luz dele fez do meu ano algo mais suportável. Me fez viver um pouquinho dessa loucura que é se apaixonar e amar alguém. Me fez perceber o quanto é bom ter alguém ao seu lado. E o quanto é ótimo querer ser alguém melhor para essa pessoa. O quanto é bom receber um abraço de quem você ama. Ele é uma ótima companhia. Um ótimo amigo. Sempre vai ser uma das melhores pessoas que eu já conheci.

E mesmo depois, quando eu resolvi que não desistiria, eu me dei conta que já não conseguia mais reconhecer o cara por quem me apaixonei. Aquela semana em que eu tentei de novo, eu simplesmente não conseguia parar de chorar. Acho porque, talvez, no fundo, soubesse que aqueles seriam os últimos momentos com ele, ou porque, eu já não conseguisse mais reconhecer nele o cara por quem me apaixonei. Talvez minha esperança tivesse acabado. A confiança nele tivesse sumido. Não sei... Sabe tudo o que eu mais queria? É que ele nunca tivesse mandado aquele sms.

Eu nunca desisti. Mas uma hora o sofrimento fica maior que a força.

É horrível esse conflito. De não ter certeza do que é certo e do que é errado. Do que eu quero e do que eu posso. É horrível não ter certeza de que eu to fazendo a coisa certa para os dois. 

Minha amizade por ele, meu amor por ele são eternos. Eu queria muito que a gente pudesse arranjar uma forma de viver essa amizade. Mas eu realmente não sei o que fazer nesse momento. Não sei se eu falo, não sei se fico quieta. É complicado. Como sempre foi. Como talvez, sempre será.

Quero muito que ele seja feliz. Quero muito ser feliz.  

Fora isso, continuo no mesmo emprego, na mesma faculdade. Mas tá bom.

Ainda continua difícil crescer e amadurecer. Ainda continua difícil filtrar a opinião dos outros. Ainda continua difícil ter coragem.

Quero tentar mudar algumas coisas nesse ano de 2016. Fazer algo diferente, qualquer coisinha, sei lá. Talvez pensar menos e fazer mais.

As cenas dos próximos capítulos só no finalzinho de 2016.

É engraçado como todas aquelas músicas que você enterrou 10 anos atrás voltam a fazer sentido.

I never wanted it to die

Estranged

When you're talking to yourself
And nobody's home
You can fool yourself
You came in this world alone

So nobody ever told you, baby, how it was gonna be
So what'll happen to you, baby?
Guess we'll have to wait and see
One, two

Old at heart, but I'm only 28
And I'm much too young to let love break my heart
Young at heart, but it's getting much too late
To find ourselves so far apart
I don't know how you're supposed to find me lately
And what more could you ask from me?
How could you say that I never needed you?
When you took everything
Said you took everything from me

Young at heart, and it gets so hard to wait
When no one I know can seem to help me now
Old at heart, but I mustn't hesitate
If I'm to find my own way out

Still talking to myself and nobody's home

So nobody ever told us, baby, how it was gonna be
So what'll happen to us, baby?
Guess we'll have to wait and see

When I find all of the reasons
Maybe I'll find another way
Find another day
With all the changing seasons of my life
Maybe I'll get it right next time
And now that you've been broken down
Got your head out of the clouds
You're back down on the ground
You don't talk so loud, and you don't walk so proud
Anymore, and what for?

Well I jumped into the river
Too many times to make it home
I'm out here on my own
Drifting all alone
If it doesn't show
Give it time to read between the lines
'Cause I see the storm is getting closer
And the waves, they get so high
Seems everything we've ever known's here
Why must it drift away and die?

I'll never find anyone to replace you
Guess I'll have to make it through
This time, oh this time, without you
I knew the storm was getting closer
And all my friends said I was high
But everything we've ever known's here
I never wanted it to die



quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Amorzinho

2014 foi ano de amorzinho. Muito louco, muita loucura aí.
E cheguei no meio da faculdade :O
E várias broncas e promessas cumpridas. De um jeito errado mas finalmente cumpridas.

E agora é ano novo!!! Novas promessas a serem prometidas?


Bjosdementa